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O que é a corrida dos ratos e como ela afeta a vida financeira?

A forma como fazemos a gestão dos nossos recursos financeiros tem impacto em diversas áreas da nossa vida, seja vida física, espiritual e psicológica. Cada indivíduo tem uma forma de lidar com o dinheiro, um exemplo é o indivíduo que lida com o dinheiro pelo status que ele oferece, outro exemplo é a pessoa que lida com dinheiro como algo que o leve para o enfraquecimento de seus princípios espirituais e por aí vai. Todavia, é de extrema importância entender que o dinheiro se utilizado de forma certa, pode beneficiar toda estrutura de vida do indivíduo. E para isso, a educação financeira nos oferece conhecimentos e ferramentas para gerar bons resultados.

No Brasil o tema tem começado a ser divulgado para um público maior por conta da internet, entretanto, é ainda impossível comparar com o nível de divulgação da disciplina em países desenvolvidos.
A mídia brasileira e as empresas aproveitam a deficiência com falta de conhecimento em educação financeira dos brasileiros e distribuem publicidades para aumentar a cultura de consumismo e consequentemente o endividamento da população brasileira.

Vamos entender como funciona a expressão “Corrida dos ratos” muito falada por Robert Kiyosaki (autor do best-seller “Pai rico, pai pobre”) e ver quais são as semelhanças dessa corrida com a vida da nossa sociedade. Segundo Kiyosaki (2000, p. 6):

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras,você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola.Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade.

O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público.

Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa porque atualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma bênção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza.

A necessidade de dinheiro é imensa. O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começa a trabalhar cada vez mais para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior.

Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior, as contribuições para a Seguridade Social e outros impostos também crescem.

Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam as contas do supermercado com cartão de crédito. As crianças já têm cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.

O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa, para o governo, quando pagam os impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e hipoteca.

Então eles aconselham seus filhos a estudar com afinco, obter boas notas e conseguir um emprego ou carreira seguros. Eles não aprendem nada sobre dinheiro, a não ser com aqueles que se aproveitam de sua ingenuidade e trabalham arduamente a vida inteira. O processo se repete com a geração seguinte de trabalhadores. Esta é a Corrida dos Ratos.

A ideia é não generalizar, porém é fácil notar que grande parte da nossa população vive como o exemplo acima. Sempre há a necessidade de aumentar a renda, entretanto, o problema nem sempre está na falta de renda e sim na forma como toda essa renda é distribuída ou em outras palavras, como essa renda é gasta.

 

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Lincoln Gomes

Estudante de Administração pela Universidade de Ribeirão Preto Campus Guarujá. Tenho 21 anos e sou apaixonado por assuntos que abrangem tecnologia, finanças e empreendedorismo.